depois de a chuva
haver lavrado todo o céu
bem por de
baixo
sob a sombra do pó
sujeito
ao desalento
de toda a esperança
o que me resta do mundo
é falar a língua de sófocles
com um seixo incendiário
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
(faz hoje uma semana que desapareceu o meu cão de 14 anos: WW!!!!)
canto a tua cor de urze
no verão
cinza no vento
canto a atenção dos olhos
canto uma fidelidade mais
alta que o mundo
(canto uma voz que acaba
sempre antes de começar)
soubesse eu cantar a melodia
dos sepulcros
dedais atravessados
pelas entrelinhas da vida, e
o silêncio seria todo
o ponto de partida do meu canto
no verão
cinza no vento
canto a atenção dos olhos
canto uma fidelidade mais
alta que o mundo
(canto uma voz que acaba
sempre antes de começar)
soubesse eu cantar a melodia
dos sepulcros
dedais atravessados
pelas entrelinhas da vida, e
o silêncio seria todo
o ponto de partida do meu canto
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
enquanto releio Beckett- O Inominável (com citação de Molloy)
(troco as palavras
de posição
na frase
como se trocasse pedras e saliva
nos bolsos
sobretudo), e
mais branca que a cal
a chávena sobre o tampo da mesa
com toda a imprecisão do mundo
desenho-lhe o contorno
entre linhas
fica
tudo o que está entre o dito
e o inominável
de posição
na frase
como se trocasse pedras e saliva
nos bolsos
sobretudo), e
mais branca que a cal
a chávena sobre o tampo da mesa
com toda a imprecisão do mundo
desenho-lhe o contorno
entre linhas
fica
tudo o que está entre o dito
e o inominável
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
sempre o regresso a rimbaud
Soleil et chair
«(...) Je crois en toi ! je crois en toi ! Divine mère,Aphrodite marine ! - Oh ! la route est amère
Depuis que l'autre Dieu nous attelle à sa croix ;
Chair, Marbre, Fleur, Vénus, c'est en toi que je crois (...)!»
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
citação
«Te split between poetry and philosophy testifies to the impossibility for Western culture of fully possessing its object of knowledge (for the problem of knowlege is a problem of possession, and every problem of possession is a problem of enjoyment, that is, of language). (...) The name of Hölderlin - of a poet, that is, for whom poetry was above all problematic and who often hoped that it would be raised to the level of the mëchanë of the ancients so that its procedures could be calculated and thougth - and the dialogue that with its uterance engages a thinker that no longer designates his own mditation with th name of philosophy are invoqued here to witness
the urgency, for our culture, of rediscovering the unity of its fragmented word (...)»
G. Agamben
the urgency, for our culture, of rediscovering the unity of its fragmented word (...)»
G. Agamben
domingo, 14 de dezembro de 2008
do trabalho do crítico
janus diante do espelho:
prefere antes
assegurar-se de que o rosto
não é visto,
prefere antes
garantir as condições de inacessibilidade
do saber que procura
que ir em demanda
da «via da esmeralda»?
pode a mesma boca conter duas falas
e fazer todas as perguntas inúteis?
prefere antes
prefere antes
assegurar-se de que o rosto
não é visto,
prefere antes
garantir as condições de inacessibilidade
do saber que procura
que ir em demanda
da «via da esmeralda»?
pode a mesma boca conter duas falas
e fazer todas as perguntas inúteis?
prefere antes
Subscrever:
Mensagens (Atom)