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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A NATUREZA EM ABISMO | Prólogo




A NATUREZA EM ABISMO
Prólogo

UM PROJECTO DE ANA NOBRE
Performance Instalação


Quinta-feira 5 de Março de 2009 > 18H

Rua Diário de Notícias, 59
Bairro Alto, Lisboa


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Segundo Francis Ponge e o seu objogo, as palavras são sinais singulares evocativos das coisas, sendo que só através do jogo e da multiplicação interior dos seus sentidos se poderá dar ver alguma da profundidade de todo o real sensível.
Também às imagens se pode aplicar este mesmo método.

As imagens, colocadas em abismo, objogadas, pelas relações criadas entre elas, e pelas relações que criam com o real captado, devem dar a ver as coisas. Representam-se ideias, para tentar chegar às coisas, à sua fisionomia interior, usa-se a alegoria.

O título do projecto declara de resto a intenção: nas imagens, é a mais efémera das coisas, a sombra, coisa transitória, e aqui exemplificada também pelo plano/pano negro, que ao ser fixada, dá a ver.

A Natureza é algo paradoxal. Sendo um processo contínuo, physis, é também aquilo que de mais efémero há.

A sombra, presença constante nestas imagens, exemplifica isso mesmo, o paradoxo, e talvez por isso ela possa ser aqui simultaneamente o que representa e o representado: o instante, neste caso, do acto fotográfico e a própria materialização da Natureza no seu todo.
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info: analentejana@gmail.com > +351 92 682 58 80



quinta-feira, 11 de dezembro de 2008






como recordar o que nunca aconteceu

PANTEÃO NACIONAL . LISBOA
ANA NOBRE . LUÍS FELÍCIO
10 JAN 09 . 17H30 . Entrada Livre



Trata-se de uma performance criada e executada por Ana Nobre
e Luís Felício, para o espaço do Panteão Nacional, em Lisboa.
Realizar-se-á dia 10 de Janeiro de 2009, pelas 17H30.
Inserida no Ciclo Internacional de Performance-Arte, organizado
por Fernando Aguiar.


SINOPSE
Um verdadeiro acontecimento tem que ter também como fundamento
a possibilidade da sua impossibilidade: o seu desastre,
o seu presente absoluto e a sua perda irreparável para um sujeito.
A aceitação de que poderia não ter acontecido – para que aconteça.
Algo que nunca tenha acontecido não pertence nem à verdade nem à falsidade.
A memória regista apenas uma ínfima parte do que realmente
aconteceu, e guarda inevitavelmente essa parte como verdade
do todo.
Se se quer recordar algo que nunca tenha acontecido tem que se entrar
no território da fábula, tem que se ficcionar, tem que se
proceder à sua representação. É esse impossível – que nunca
aconteceu – que é toda a ficção absolutamente necessária à vivência do presente, já que não há como garantir uma forma de
consciência que possa possuir absolutamente toda a realidade
do vivido no presente. Protegemos o que acontece – o nosso vivido – com a sua repetição.
Tornamo-nos imagem para que possamos ter o nosso presente,
para que sejamos capazes de ter palavras.


MATERIAIS
Uma máquina de filmar digital mini-dv; uma máquina fotográfica digital; dois tripés;
um mapa da Grécia Antiga; o livro Hölderlin, Poemas, ed. Relógio D’Agua; uma carta do poeta Frederich Hölderlin para o seu amigo, o filósofo Georg Hegel, de 10 de Julho de 1794; a reprodução sonora da recitação de um poema de Hölderlin, Andenken, Recordação, por Bruno Ganz (manipulada); a estrutura do Albergue da Liberdade, de Pancho Guedes.