eu é quem o silêncio (me) diz
uma voz que me me chama
sem nada dizer
escuto então o eco nos corredores
de água, e imagino depois
casas às quais somente se chega
após a travessia do labirinto
o abismo que engendra o céu
por de baixo da pálpebra
ainda antes de o verso
ser escrito
vejo o plasma estremecer no engenho
pressinto
a amêndoa de âmbar dos olhos
e sei
uma voz que não pode nunca
dizer o seu lugar
sem que o silêncio (me) tenha já
dito o seu nome
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
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